O que custa, de verdade, receber por cartão num consultório — e por que a conta que aparece na proposta não é a conta que sai da conta. Ajuste os controles com os seus números e veja os quatro que decidem: custo anual, custo sobre o faturamento, estoque de recebíveis parado e quanto o cartão precisa faturar a mais para empatar com o Pix.
Toda proposta de maquininha chega com um número na capa. Este estudo pega 6 propostas reais e 5 tabelas públicas de preço e faz com elas a única conta que nenhuma traz: quanto sai da conta do consultório por real faturado, com o prazo dentro. No caso-base — consultório de R$ 40 mil por mês, 60% do faturamento parcelado em 12x, antecipação automática ligada — o cartão custa 7,38% do faturamento: R$ 35.409 por ano, e deixa R$ 164.267 permanentemente na mão do adquirente.
Baixar o estudo completo (PDF, 18 páginas)
— inclui a seção “Onde este estudo pode estar errado”, com as seis objeções mais fortes
que um leitor técnico faria, e a limitação de dado já na segunda página: são 6 cotações
reais coletadas por um único interessado, não amostra estatística do mercado.
Baixar a base de dados (CSV)
— todos os números do documento saem dela.
Faturamento no cartão e ticket médio da consulta.
Um nível pronto de parcelamento, ou os três pesos abaixo — eles sempre somam 100%.
Digite o que está no seu contrato — é isso que muda o resultado, não o nosso exemplo.
O prazo é a parte que quase ninguém vê: com a mesma taxa anunciada, quem recebe em D+1 imobiliza bem menos capital de giro do que quem recebe em D+30.
Pedir o dinheiro adiantado tem preço próprio, separado da MDR.
Desligada, a conta usa como referência o CDI líquido de Imposto de Renda — o que o dinheiro parado deixaria de render, não uma taxa de mercado.
Cmd+P (ou Ctrl+P) imprime esta página com os números que você ajustou acima.
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